A Sony decidiu recuar em sua estratégia de levar lançamentos exclusivos do PlayStation para o PC, segundo revelou nesta quarta-feira o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg. A informação, publicada após dias de rumores sobre o assunto, aponta que a dona do PlayStation estaria preocupada com o prejuízo à sua marca e a ameaça que o PC tem criado para o negócio de consoles.
Desde 2020, com Horizon Zero Dawn, a Sony vinha lançando seus principais títulos first-party pouco tempo depois no PC, como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de receitas. De acordo com a reportagem, a decisão de reverter essa estratégia foi tomada após uma reavaliação interna sobre o impacto da presença no PC na percepção de valor da marca PlayStation e na venda de consoles. Executivos teriam concluído que a disponibilização relativamente rápida de jogos em outras plataformas poderia enfraquecer o apelo do hardware próprio, especialmente em um momento de competição acirrada e margens pressionadas.
Nos últimos anos, títulos como God of War, Marvel’s Spider-Man Remastered e The Last of Us Part I foram lançados para PC, ampliando o alcance das franquias e gerando receitas adicionais. No entanto, segundo Schreier, avaliações recentes indicaram que o retorno financeiro incremental não compensaria eventuais efeitos negativos sobre o ecossistema fechado do PlayStation, considerado essencial para sustentar vendas de hardware, assinaturas e serviços digitais.
A decisão também ocorre em um contexto mais amplo de ajustes estratégicos dentro da Sony, que tem revisado investimentos, reorganizado estúdios e buscado equilibrar apostas em jogos como serviço com produções single-player de alto orçamento. Embora a empresa não tenha anunciado oficialmente uma interrupção total e permanente dos lançamentos no PC, a orientação interna, segundo a Bloomberg, é de priorizar novamente a exclusividade como diferencial competitivo central.
A mudança de planos também pode ter sido influenciada pela situação do rival Xbox, que tem visto seu negócio de hardware de consoles definhar após uma integração mais agressiva da plataforma com o PC. Já a Nintendo, que permaneceu fiel ao seu modelo de exclusividade, segue em posição mais confortável, conseguindo conciliar boas receitas de jogos e hardware.
Caso confirmada oficialmente, a nova diretriz seria um retorno a uma postura mais tradicional para o PlayStation, apostando na força de seus estúdios internos e na atratividade do hardware próprio como pilares da estratégia de longo prazo.
A Capcom anunciou que Resident Evil Requiem vendeu 5 milhões de cópias em apenas quatro dias, tornando-se, com folga, o lançamento de maior sucesso na série.
Os dois lançamentos anteriores da série, Resident Evil 4 Remake e Resident Evil Village, dividiam até então o status de maior volume vendido na estreia, com 3 milhões de cópias comercializadas nos primeiros dias. Os dois jogos demoraram alguns meses para chegar aos 5 milhões vendidos, com vantagem para Resident Evil 4 Remake, que alcançou este número em quatro meses, enquanto Village precisou de quase seis.
Resident Evil Requiem “elevou com sucesso a essência do terror de sobrevivência, aumentando a interação entre o medo intenso e a ação emocionante”, escreveu a Capcom em um comunicado nesta quarta-feira. “Resident Evil Requiem foi desenvolvido usando RE ENGINE, o mecanismo de jogo proprietário da Capcom, que permitiu à empresa fornecer visuais com detalhes fotorrealistas, incluindo a pele dos personagens, olhos marejados e cabelos esvoaçantes, bem como a translucidez da luz”.
Resident Evil Requiem foi bem recebido pela crítica e fãs, que tem colocado o jogo entre os melhores da franquia, atrás apenas do icônico Resident Evil 4 e seus remake, e de Resident Evil 2 Remake, jogo que representa até hoje a essência da série.
Resident Evil Requiem está disponível para PC, PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.
We would like to express our heartfelt gratitude to the over five million players who braved the horrors of Resident Evil Requiem. Thank you for 30 years of support. pic.twitter.com/KbzXAnsEII
O estúdio Wildlight Entertainment anunciou o que parecia inevitável há algumas semanas: Highguard está sendo encerrado oficialmente na semana que vem, quando seus servidores serão desligados em definitivo.
“Hoje, compartilhamos notícias difíceis. Tomamos a decisão de encerrar permanentemente o Highguard em 12 de março”, anunciou o estúdio no X.
O jogo de tiro com heróis repete assim o enredo trágico de Concord, o fiasco da Sony que durou apenas duas semanas em 2024. Mas se há um alento para o estúdio americano formado por ex-membros do Resoawn Entertainment e financiado pela Tencent, Highguard durou o dobro do tempo, ainda que as duas semanas a mais só o tenham feito agonizar por mais tempo que o necessário. O pico de popularidade nos últimos dias estava em pouco mais de 450 jogadores, um número ínfimo e inviável para um jogo gratuito com modelo de negócios baseado em micro-transações.
“Desde o lançamento, mais de 2 milhões de jogadores entraram no mundo de Highguard. Vocês compartilharam feedback, criaram conteúdo e muitos acreditaram no que estávamos construindo. Por isso, somos profundamente gratos”, escreveu o Wildlight.
“Apesar da paixão e do trabalho árduo de nossa equipe, não conseguimos construir uma base de jogadores sustentável para apoiar o jogo a longo prazo. Os servidores permanecerão online até 12 de março. Esperamos que vocês entrem conosco mais uma vez para demonstrar seu apoio e aproveitar aquelas últimas ótimas partidas enquanto ainda podemos. A equipe está animada para lançar uma atualização final para vocês aproveitarem no restante da vida útil do jogo. Adicionaremos um novo Guardião, uma nova arma, progressão de nível de conta e árvores de habilidades! As notas completas da atualização serão divulgadas em breve e pretendemos lançá-la hoje à noite ou amanhã de manhã. De toda a equipe da Wildlight, obrigado por jogarem, por nos apoiarem e por fazerem parte da história de Highguard”.
Highguard permaneceu em segredo até o The Game Awards 2025, com plano inicial de lançamento surpresa (“shadow drop”) no final de janeiro, inspirado em Apex Legends. No entanto, o CEO do Wildlight, Dusty Welch, aceitou a proposta de Geoff Keighley para revelar o trailer no encerramento do evento, abandonando a estratégia original. A audiência, esperando um grande single-player, reagiu negativamente ao hero shooter, criticando o jogo e comparando-o ao fracasso de Concord, gerando antipatia imediata.
Apesar da repercussão ruim, Highguard foi lançado gratuitamente no final de janeiro, atraindo curiosos inicialmente, mas que logo se dedicaram a deixar avaliações negativas em massa na Steam. Na semana passada, o estúdio demitiu a equipe de desenvolvimento, mantendo suporte mínimo, já sem o apoio financeiro da Tencent, que foi a principal parceira na empreitada.
O muito especulado próximo jogo do diretor Cory Barlog no Santa Monica Studio deve ser uma nova franquia dentro do universo de God of War, protagonizada por Faye, a esposa de Kratos em God of War: Ragnarok. Novas pistas sobre o jogo, que deve ser anunciado ainda este ano, apareceram no LinkedIn de um ex-funcionário do estúdio e através do perfil NateTheHate no X, uma fonte de boa credibilidade que costuma antecipar informações do mercado.
O currículo de um ex-escritor que trabalhou no Santa Monica Studio publicado no LinkedIn mencionou a colaboração com “uma nova franquia dentro do universo God of War”. Após a informação circular, NateTheHate adicionou mais detalhes, escrevendo: “Aqui está o que ouvi: Sim, o jogo se passa no universo de God of War e a personagem principal será Faye. Diz-se que a jogabilidade difere dos jogos nórdicos God of War, com mais foco na ação. Plano atual: revelar este ano/lançamento no primeiro semestre de 2027 – salvo qualquer atraso”.
Esses novos detalhes combinam com afirmações feitas em outra ocasião pelo jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, que comentou que o jogo de Cory Barlog “não era realmente baseado em nova propriedade intelectual, mas pareceria que sim”. Na semana passada, o mesmo jornalista deu outra pista sobre esse projeto ao comentar que a Sony estava procurando expandir God of War com “várias sequências e spinoffs, como sua própria versão menor do Universo Cinematográfico Marvel”. Um deles deveria ser o jogo de serviço ao vivo cancelado, que começou a ser desenvolvido no finado Bluepoint Games.
Um jogo protagonizado por Faye também parece provável dada a preferência de estúdios americanos por personagens femininas empoderadas em seus jogos mais recentes, a exemplo de The Last of Us Parte 2, Ghost of Yotei e Intergalactic: The Heretic Prophet.
Faye, ou Laufey, a Justa, é a esposa de Kratos e mãe de Atreus (Loki) na saga nórdica de God of War. Nascida em Jötunheim como uma poderosa Jötunn guerreira e última Guardiã dos gigantes em Midgard, ela protegia os fracos contra os Aesir. Alta e bela, com olhos azuis, cabelo loiro trançado, pele clara com sardas e vestes leves de guerreira, Faye era amorosa, sábia, altruísta e bem-humorada, apelidando Kratos de “Resmungão” e ensinando valores de compaixão e responsabilidade à família.
Enfrentando Kratos em combate antes de se apaixonarem, Faye aparece na história como uma lutadora imbatível, capaz de empatar com ele e Thor, com força sobre-humana, precognição, magia de ocultação e maestria em caça e artesanato, habilidades que a tornam apta a estrelar seu próprio jogo.
Here's what I have heard:
Yes, the game is set within the God of War universe & the lead character will be Faye. Gameplay is said to differ from the Norse God of War games with more of a focus on action.
Current plan: Reveal this year/release first half 2027 – barring any delay https://t.co/LGm9hsppNN
O Bluepoint Games queria produzir um remake de Bloodborne e recebeu o sinal verde da Sony, mas a ideia não se materializou por conta de uma objeção da FromSoftware. A informação foi revelada agora pelo jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, e ajuda a esclarecer como decisões estratégicas e impasses criativos contribuíram para o desfecho do estúdio.
De acordo com a reportagem, após o cancelamento de um projeto multiplayer ambientado no universo de God of War, a Bluepoint passou boa parte de 2025 buscando definir sua próxima grande produção. O estúdio, conhecido por remakes tecnicamente ambiciosos, teria apresentado à Sony a proposta de recriar Bloodborne, título originalmente desenvolvido pela FromSoftware e lançado em 2015 como exclusivo de PlayStation 4.
Segundo Schreier, fontes familiarizadas com as discussões afirmaram que a ideia chegou a ser considerada internamente e fazia sentido sob o ponto de vista comercial, dada a adoração dos fãs ao jogo e a demanda recorrente por uma nova versão adaptada ao hardware mais recente, uma vez que o original segue preso ao PS4 e às animações a 30 quadros por segundo. No entanto, o projeto não avançou porque a FromSoftware se opôs à ideia.
Ainda que a propriedade intelectual pertença à Sony Interactive Entertainment, a desenvolvedora japonesa hoje detém um status maior e, aparentemente, tem poder suficiente para influenciar a dona do PlayStation, lembrando que esta inclusive se tornou uma acionista relevante do estúdio através de seus investimentos em sua controladora, a Kadokawa.
Uma pista dos motivos do veto da FromSoftware — e algo que dá esperança aos fãs de Bloodborne — foi dada pelo ex-executivo do PlayStation, Shuhei Yoshida, que comentou em entrevista no ano passado que acreditava no desejo da própria FromSoftware de fazer um remake do clássico. Segundo ele, o presidente da FromSoftware, Hidetaka Miyazaki, estava interessado em refazer o jogo, mas estava muito ocupado para isso e “não queria que ninguém mais mexesse nele”. Como um bom japonês, ele entendeu que a Sony respeitaria a vontade de Miyazaki, apesar de ser dona da franquia.
Com Bloodborne vetado, o estúdio chegou a apresentar a ideia de uma versão atualizada de Shadow of the Colossus, um jogo que eles próprios já haviam refeito no PlayStation 4, mas a Sony também negou esta.
O veto teria deixado a Bluepoint novamente sem um projeto definido em um momento delicado. O estúdio já vinha de um período de transição após o lançamento do remake de Demon’s Souls no PlayStation 5 e buscava consolidar uma nova fase com produções próprias de maior escala. O cancelamento do multiplayer de God of War, somado à rejeição da proposta envolvendo Bloodborne, limitou as alternativas viáveis em curto prazo.
Sobre o projeto de God of War inicialmente encomendado à Bluepoint, o jornalista revela que o conceito do jogo envolveria uma jornada do personagem Atreus pelo inferno grego, com os jogadores assumindo versões do personagem em uma jogabilidade cooperativa, com suporte contínuo, embora grande parte do design do jogo estivesse em constante mudança. Jogos como serviço se tornaram uma obsessão da Sony na época, mas o projeto parecia complexo demais para uma equipe pequena e com experiência principalmente em arte e engenharia, não em design.
“Desenvolver um jogo que prenda os jogadores por muito tempo é um desafio que até mesmo os estúdios mais experientes têm dificuldade em superar. Alguns funcionários da Bluepoint reclamavam que deveriam estar trabalhando em outro jogo de ação tradicional, como Demon’s Souls ou God of War Ragnarok, em vez de um projeto como serviço que poucos deles pareciam querer fazer”, escreveu Schreier.
A reportagem aponta que, sem um projeto aprovado e diante de uma revisão mais ampla das operações internas da PlayStation Studios, a situação da Bluepoint tornou-se cada vez mais insustentável. Os remakes da trilogia inicial da série God of War anunciados pela Sony recentemente, sem o envolvimento da Bluepoint, já deixou os funcionários do estúdio sob expectativa e o anúncio do fechamento do estúdio acabou vindo uma semana depois.
A Amazon divulgou a primeira imagem da série de TV baseada em God of War, revelando uma estética bastante fiel àquela dos jogos recentes.
A imagem mostra o ator Ryan Hurst (de The Walking Dead e a voz de Thor no jogo God of War Ragnarok) como Kratos e o jovem ator Callum Vinson como seu filho Atreus.
“Pai e Filho. Vejam a primeira imagem de Kratos e Atreus na série God of War, agora em produção para o Prime Video”, escreveu a Amazon junto da primeira imagem. “A jornada deles rumo ao topo da montanha começa agora”.
A série de God of War da Amazon já tem duas temporadas contratadas, pelas quais os produtores pretendem desenvolver histórias baseadas na mitologia nórdica e que compreendem os eventos dos dois últimos jogos principais da franquia.
“Pai e filho, Kratos e Atreus, embarcam em uma jornada para espalhar as cinzas de sua esposa e mãe, Faye”, diz a sinopse. “Ao longo de suas aventuras, Kratos tenta ensinar seu filho a ser um deus melhor, enquanto Atreus tenta ensinar seu pai a ser um ser humano melhor”.
O elenco também inclui Max Parker como Heimdall, Ólafur Darri Ólafsson como Thor, Mandy Patinkin como Odin, Alastair Duncan como Mimir, Danny Woodburn e Jeff Gulka como os irmãos Brok e Sindri, e Ed Skrein como Baldur.
A série da Amazon ainda não tem data de estreia definida. Enquanto isso, o estúdio Sony Santa Monica está celebrando o 20º aniversário de God of War com o lançamento do “spin-off” de 2D Sons of Sparta, já disponível no PS5, e o desenvolvimento de remakes da trilogia original, também ainda sem previsão de lançamento.
A Sony anunciou que o PlayStation 5 Pro terá uma atualização de sistema importante ainda hoje, trazendo uma melhora na tecnologia de upscaling PSSR. Resident Evil Requiem, que também está sendo lançado hoje, será o primeiro jogo a tirar proveito da novidade.
Similar ao DLSS da Nvidia, o PSSR é um upscaler baseado em aprendizado de máquina que melhora a resolução dos jogos sem comprometer a taxa de quadros por segundo. A tecnologia é baseada no FSR4 da AMD e faz parte da iniciativa Project Amethyst da Sony e da AMD.
“O PSSR aprimorado nos permitiu elevar nossa expressividade, processando com sucesso esses detalhes e particularidades texturais, que tradicionalmente são difíceis de ampliar devido à sua complexidade. Esperamos que você experimente esse nível inédito de horror e fidelidade visual, bem como a nova sensação de jogabilidade que ele proporciona”, comentou Masaru Ijuin, chefe do departamento de tecnologia da Capcom.
Segundo a Sony, outros jogos serão atualizados para tirar proveito da tecnologia em março e os usuários verão opções para alternar entre as versões antiga e nova.
“Temos trabalhado arduamente em uma nova versão do PSSR, que adota uma abordagem muito diferente não apenas para a rede neural, mas também para o algoritmo geral”, escreveu o engenheiro líder do PS5, Mark Cerny. “Temos o prazer de anunciar que Resident Evil Requiem – disponível a partir de hoje – é o primeiro título a utilizar o PSSR mais avançado, que ajuda a manter tanto a taxa de quadros quanto a qualidade da imagem elevadas”.
“Graças à tecnologia de upscaling FSR 4 da AMD, os jogadores de PC já puderam constatar os benefícios da nossa colaboração. Com o PSSR atualizado, estamos oferecendo o que há de mais recente nessa tecnologia desenvolvida em conjunto, com mais seis meses de aprimoramento para os jogadores do PS5 Pro. Aguardamos mais novidades em março, quando diversos jogos já existentes serão atualizados para o PSSR aprimorado. Também haverá uma atualização de software do sistema nessa época; selecionar ‘Aprimorar a qualidade da imagem PSSR’ nas Configurações do PS5 Pro permitirá que você experimente o novo PSSR com qualquer jogo de PS5 Pro que já seja compatível com PSSR”.
Os especialistas em tecnologia do canal Digital Foundry testaram o novo PSSR e o chamaram de “a solução definitiva”.
“No modo RT de Resident Evil Requiem, estamos fazendo o upscaling para 4K a partir de uma resolução base ligeiramente superior a 1080p. Detalhes finos, como costuras nas roupas dos personagens e textos pequenos em placas de sinalização do ambiente, são exibidos de forma convincente em uma tela 4K. A nitidez das bordas é substancialmente aprimorada e a imagem se apresenta como uma saída 4K de alta qualidade legítima a 60 fps, cumprindo a promessa original do PSSR”, comentou o analista do canal. “Observamos que a versão para PS5 Pro ainda apresenta algum ruído em cenas com Ray Tracing, mas podemos confirmar que não se trata de um problema com o PSSR em si, e sim com a solução de redução de ruído da Capcom. O mesmo ocorre na versão para PC, mesmo utilizando DLSS 4.5 ou FSR4”.
Estranhamente ausente da última State of Play há duas semanas, a Insomniac Games foi às redes sociais hoje para anunciar que Marvel’s Wolverine será lançado em 15 de setembro de 2026 para o PlayStation 5.
A data não muito distante deve tranquilizar os fãs e dissipar os rumores de problemas no desenvolvimento, que de fato ocorreram, mas agora parecem fazer parte do passado. O lançamento em setembro também dá à Sony uma distância segura para Grand Theft Auto 6, que sai em 19 de novembro (se não houver outro adiamento) e deve monopolizar a atenção de boa parte do público até o final do ano.
“Da Insomniac Games, desenvolvedora da aclamada franquia Marvel’s Spider-Man, chega Marvel’s Wolverine”, diz a sinopse oficial do jogo. “Para desvendar os mistérios do seu passado e do homem que ele costumava ser, Wolverine enfrentará o que for preciso, com garras brutais, fúria avassaladora e determinação implacável”.
Marvel’s Wolverine é exclusivo do PS5.
Let's cut to the chase: Marvel's Wolverine launches September 15, 2026.
Em uma das mudanças mais significativas na história recente da divisão de jogos da Microsoft, Phil Spencer, figura central à frente do Xbox, anunciou sua aposentadoria após quase quatro décadas na empresa e 12 anos liderando o braço de jogos da gigante de tecnologia. A decisão, que ocorre no contexto de desafios crescentes no setor, grande frustração do público com a condução da marca Xbox e de uma reestruturação estratégica interna, marca o fim de uma era para a marca Xbox e o início de uma nova fase sob liderança renovada.
Spencer, que começou sua carreira na Microsoft em 1988 como estagiário e ascendeu a posições de alto impacto ao longo dos anos — incluindo consolidação de grandes aquisições como as de Activision Blizzard, ZeniMax e Minecraft — comunicou sua saída em um e-mail interno, explicando que há tempos vinha discutindo com a direção da empresa seu desejo de “começar um novo capítulo” em sua vida profissional. Ele permanecerá em um papel consultivo até o verão no hemisfério norte para facilitar a transição.
Junto com Spencer, outra liderança importante deixa sua função: Sarah Bond, que recentemente ocupava o cargo de presidente do Xbox e era vista por muitos como sucessora natural de Spencer, também decidiu resignar de sua posição e deixar a Microsoft. Bond, que estava à frente da divisão desde 2017 e assumiu o papel de presidente em 2023, optou por sair da empresa em meio à reestruturação.
A Microsoft anunciou que a nova liderança da sua divisão de jogos ficará sob responsabilidade de Asha Sharma, atual presidente do produto CoreAI da empresa — uma área voltada ao desenvolvimento de plataformas e ferramentas de inteligência artificial. Sharma, que se juntou à Microsoft em 2024 com passagens anteriores por empresas como Meta e Instacart, foi nomeada CEO da Microsoft Gaming, reportando-se diretamente ao CEO global da Microsoft, Satya Nadella.
Como parte da reorganização, Matt Booty, chefe do Xbox Game Studios, foi promovido a Executive Vice President e Chief Content Officer, assumindo responsabilidade pelo vasto portfólio de estúdios sob a bandeira Xbox e trabalhando em estreita colaboração com Sharma na definição de conteúdo e direção criativa.
“No outono passado, compartilhei com Satya [Nadella, CEO da Microsoft] que estava pensando em dar um passo para trás e começar o próximo capítulo da minha vida. A partir daquele momento, alinhamos nossa abordagem para essa transição com propósito, garantindo estabilidade e fortalecendo a base que construímos”, comentou Spencer.
“O Xbox sempre foi mais do que um negócio. É uma comunidade vibrante de jogadores, criadores e equipes que se importam profundamente com o que construímos e como o construímos. E merece um planejamento cuidadoso e deliberado para o futuro. Hoje marca um novo e empolgante capítulo para a Microsoft Gaming com a chegada de Asha Sharma ao cargo de CEO, e quero ser o primeiro a dar as boas-vindas a ela a esta equipe incrível. Trabalhar com ela nos últimos meses me deu muita confiança. Ela traz uma curiosidade genuína, clareza e um profundo compromisso em entender os jogadores, os criadores e as decisões que moldam nosso futuro. Sabemos que este é um momento importante para nossos fãs, parceiros e equipe, e estamos comprometidos em fazer tudo certo.” Continuarei em uma função consultiva durante o verão para garantir uma transição tranquila”, encerrou o ex-chefe do Xbox.
A decisão de nomear uma executiva de inteligência artificial para liderar a área de jogos sugere que a estratégia da Microsoft pode envolver integrar ainda mais tecnologia de ponta no futuro do Xbox e de seus serviços, ao mesmo tempo em que promete manter o foco tradicional em experiências de jogo de qualidade. Em sua primeira mensagem ao time de jogos, Sharma afirmou que pretende reforçar compromissos centrais como o desenvolvimento de “grandes jogos”, o “retorno do Xbox” às suas raízes e a exploração do “futuro dos jogos”.
Asha Sharma
Antes de qualquer coisa, precisamos ter jogos incríveis, amados pelos jogadores. Personagens inesquecíveis, histórias que nos emocionem, jogabilidade inovadora e excelência criativa. Vamos fortalecer nossos estúdios, investir em franquias icônicas e apoiar novas ideias ousadas. Vamos correr riscos. Vamos entrar em novas categorias e mercados onde possamos agregar valor real, com base no que os jogadores mais valorizam”, disse Sharma.
“Promovi Matt Booty em reconhecimento a esse compromisso. Ele entende a arte e os desafios de criar jogos incríveis, liderou equipes que entregaram trabalhos premiados e conquistou a confiança de desenvolvedores de jogos em toda a indústria”.
“Reafirmaremos nosso compromisso com os fãs e jogadores do Xbox, aqueles que investiram conosco nos últimos 25 anos, e com os desenvolvedores que criam os universos expansivos e as experiências que conquistam jogadores do mundo todo”, explicou ela.
“Celebraremos nossas raízes com um compromisso renovado com o Xbox, começando pelo console que moldou quem somos. Ele nos conecta aos jogadores e fãs que investem no Xbox e aos desenvolvedores que criam experiências ambiciosas para ele. Os jogos agora existem em diversos dispositivos, não se limitando a um único hardware. À medida que expandimos para PC, dispositivos móveis e nuvem, o Xbox deve proporcionar uma experiência integrada, instantânea e à altura das comunidades que atendemos. Eliminaremos as barreiras para que os desenvolvedores possam criar uma única vez e alcançar jogadores em todos os lugares, sem concessões”, explicou a nova CEO do Xbox.
A Sony está encerrando um de seus mais prestigiados estúdios, o Bluepoint Games, responsável por algumas das remasterizações e remakes mais aclamados da história, como Demon’s Souls Remake, lançado junto do PS5 em 2020, e Shadow of the Colossus Remake.
A informação foi publicada em primeira mão pelo jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, que ouviu de suas fontes que a decisão de encerrar as operações do Bluepoint foi tomada “após uma recente revisão empresarial” no âmbito da divisão PlayStation Studios e faz parte de uma reorganização mais ampla. A empresa disse que agradece “a paixão, criatividade e o talento técnico” da equipe, cuja expertise “entregou experiências excepcionais para a comunidade PlayStation”.
O fechamento está programado para março de 2026 e deve afetar cerca de 70 funcionários, que perderão seus empregos como parte do processo de encerramento. A Sony ainda não detalhou se parte desses colaboradores poderá ser realocada em outros estúdios do grupo, mas ressaltou que “onde possível” buscará oportunidades internas para os profissionais impactados.
Em uma mensagem publicada após a reportagem, o CEO do Studio Business Group do PlayStation, Hermen Hulst, justificou o encerramento do Bluepoint Games pelo “ambiente de mercado cada vez mais desafiador. O aumento dos custos de desenvolvimento, o crescimento mais lento do setor, a mudança no comportamento dos jogadores e as dificuldades econômicas mais amplas estão dificultando a criação sustentável de jogos”, um diagnóstico sombrio para os fãs do PlayStation que há muito tempo se queixam da falta de grandes títulos exclusivos nesta geração.
“Para navegar nessa realidade, precisamos continuar nos adaptando e evoluindo. Analisamos cuidadosamente nossos negócios para garantir que estejamos entregando resultados hoje e, ao mesmo tempo, bem posicionados para o futuro. Como resultado, encerraremos as atividades da Bluepoint Games em março”, escreveu Hulst.
“Essa decisão não foi tomada de forma leviana. A Bluepoint é uma equipe incrivelmente talentosa e sua expertise técnica proporcionou experiências excepcionais para a comunidade PlayStation. Gostaria de agradecer a todos na Bluepoint por sua criatividade, habilidade e compromisso com a qualidade. Sempre que possível, trabalharemos para encontrar oportunidades para alguns dos funcionários afetados em nossa rede global de estúdios. Embora eu saiba que esta é uma notícia difícil de receber, estou confiante na direção que estamos seguindo. Criatividade, inovação e a criação de experiências inesquecíveis para os jogadores continuam sendo o foco principal da PlayStation Studios. Temos um sólido plano para o ano fiscal de 2026, com muitas novidades para aguardar nos próximos meses. Obrigado pelo seu trabalho árduo e apoio contínuo”, encerrou o executivo.
O Bluepoint Games foi adquirido pela Sony em 2021, no auge de seu prestígio, após criar o remake de Demon’s Souls para o PS5. Nos últimos anos, o estúdio havia se afastado um pouco de remakes e remasters, participando de coprodução em God of War: Ragnarok e trabalhando em um projeto de jogo ao vivo (live service) baseado na franquia God of War que foi cancelado anteriormente pela própria Sony. Esse cancelamento, noticiado em 2025, foi parte de vários ajustes estratégicos na divisão de jogos da companhia, que também envolveu cancelamentos e mudanças em outros estúdios.
Após o cancelamento do God of War live service, o Bluepoint teria passado o último ano planejando e propondo novos projetos à Sony, mas nenhum acabou indo adiante.
A notícia do fechamento do Bluepoint Games também joga um balde de água fria nos fãs de Bloodborne, que muitos acreditavam ser um futuro alvo de remake pelas mãos do estúdio, dada a devoção dos fãs pelo jogo e a oportunidade que haveria para a Sony iniciar a geração do PS6 com um AAA de sucesso quase garantido.
A Sony confirmou os rumores e não apenas anunciou como lançou, no estilo “shadow drop”, God of War: Sons of Sparta, um spin-off em 2,5D da franquia. Um remake completo da trilogia original da série também foi anunciado, mas não foi apresentado na State of Play de hoje.
Desenvolvido como uma experiência paralela à linha principal moderna iniciada em 2018, God of War: Sons of Sparta resgata elementos clássicos da era grega da franquia, combinando combate lateral em 2,5D com cenários tridimensionais e sequências cinematográficas. O jogo coloca os jogadores novamente no controle de Kratos em uma aventura baseada na boa e velha mitologia grega, funcionando como uma expansão do universo original, mas com uma abordagem de jogabilidade mais arcade e direta, remetendo aos títulos do PlayStation 2 e PSP.
Segundo a Sony, o projeto foi concebido como uma forma de celebrar as origens da série enquanto explora novas possibilidades criativas. O combate promete manter a brutalidade característica da franquia, com uso intenso das Lâminas do Caos, habilidades mágicas e confrontos contra criaturas mitológicas icônicas. Apesar do escopo mais enxuto em comparação aos capítulos numerados recentes, o estúdio afirma que Sons of Sparta traz produção de alto nível, com trilha sonora orquestrada e dublagem completa.
Enquanto distai os fãs com o jogo 2,5D, o Sony Santa Monica confirmou oficialmente que está trabalhando em um remake completo da trilogia original de God of War, God of War II e God of War III, reconstruídos para hardware moderno. De acordo com as informações divulgadas, os jogos estão sendo refeitos do zero, com gráficos atualizados, sistemas de combate retrabalhados e possíveis ajustes narrativos para alinhar melhor a saga grega com os eventos mais recentes da franquia nórdica.
Embora detalhes como data de lançamento e estúdios envolvidos ainda não tenham sido revelados, a Sony descreveu o remake como uma “reimaginação fiel”, preservando a essência da jornada vingativa de Kratos contra o Olimpo, mas aproveitando tecnologia atual para elevar a escala e o impacto visual. A expectativa é que o pacote traga os três títulos em uma coletânea única para PlayStation 5, possivelmente também chegando ao PC em um momento posterior.
Sony e a equipe por trás da franquia John Wick oficializaram algo que muitos fãs vinham esperando há anos: o desenvolvimento de um jogo AAA baseado no lendário assassino conhecido como Baba Yaga.
O projeto está sendo liderado pela desenvolvedora Saber Interactive, em colaboração estreita com o diretor da série de filmes, Chad Stahelski, o ator Keanu Reeves, que vive o personagem nos cinemas, e a produtora Lionsgate. A ideia, segundo a equipe, é criar uma experiência de ação cinematográfica que consiga capturar a intensidade, o ritmo e a assinatura estilística pelos quais os filmes são conhecidos, transportando diretamente para o universo dos videogames.
Embora ainda não tenha um título oficial nem uma data de lançamento definida, o jogo foi apresentado como um capítulo jogável na vida de John Wick, situado em um trecho específico da cronologia da franquia. A narrativa original vai introduzir tanto personagens icônicos dos filmes quanto novos integrantes criados especialmente para expandir o universo da saga.
Detalhes divulgados pela Saber destacam que elementos característicos da série, como o combate intenso de “gun fu”, sequências de perseguição automobilística, uso dramático de ângulos de câmera e ambientes visualmente marcantes, estarão integrados diretamente à jogabilidade. Estas escolhas foram pensadas para borrar ainda mais a linha entre a sensação de estar em um filme de ação e a interação típica dos jogos modernos.
O estúdio também ressaltou esforços para desenvolver um sistema de combate construído do zero, visando reproduzir a fluidez e precisão que definem o estilo marcial único de John Wick nos filmes. Além disso, cenários neo-noir ricos em detalhes prometem servir como palco para uma variedade de missões e encontros desafiadores ao longo da experiência.
John Wick será lançado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em data ainda indefinida.