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A História dos
Videogames - Parte 21
O MEGA DRIVE/GENESIS E SEUS PERIFÉRICOS
O CD da Sega
- Visando conter a
popularidade do PC Engine CD (e não para
competir diretamente com o Super Famicom),
foi lançado em Dezembro de 1991 no Japão o Mega
CD, o aguardado periférico que seria ligado
ao Mega Drive para rodar jogos em CD ROM,
já muito populares no Oriente. O Mega CD
possibilitava aos fabricantes produzirem jogos com
uma imensa capacidade de armazenamento. Ao
console em si, ele adicionava novas capacidades gráficas
(efeitos especiais de rotação, zoom, etc) e sonoras (mais
3 canais de som), processador mais potente
(rodando a 12,5 Mhz) e a possibilidade de rodar
vídeos Full Motion. O CD funcionava em conjunto com o
console, acoplado em sua parte inferior.
Em Novembro de 1992
o periférico foi lançado nos EUA com o nome de Sega
CD, custando cerca de US$ 299 (mais caro que o
Genesis em território americano). Em
outras palavras, a Sega tinha conseguido o
ineditismo de cobrar mais de US$ 500 por uma
plataforma completa de videogame!
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Essa
é uma foto do Mega CD original
(parte de baixo do Maga Drive).
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Na
foto vemos a versão mais moderna do
Genesis,
já com o Sega CD acoplado.
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O CDX era o
equivalente da Sega ao Turbo Duo, incluindo o Sega
CD e
Genesis em uma compacta e moderna
"embalagem". Era 100%
compatível com os jogos e acessórios para ambos
os formatos.
Entretanto, apesar
das melhorias, o acessório não resolveu o problema básico que afligia
os usuários de jogos do Mega Drive,
que eram as míseras 64 cores (no
máximo) exibidas simultaneamente na tela. Na
época também se dizia que os kits de
desenvolvimento soltos pela Sega não permitiam o
uso das melhorias gráficas extras do Mega CD,
e que por isso, a empresa teria encorajado as
softhouses a produzir "filmes
interativos" ou RPGs.
O restante dos
jogos do Mega CD/Sega CD variava de
medíocres a péssimos. O que mais existiam eram
conversões de jogos já lançados para o Genesis,
com apenas fases a mais, filminhos adicionais ou
músicas orquestradas, e só. Não valia a pena
comprar o periférico, mas graças ao número de
RPGs desenvolvidos para ele (no Japão), e o
sucesso do Genesis nos EUA, mais de 6
milhões de Sega CDs foram vendidos, o que
gerou um suporte razoável a plataforma em termos
de quantidade de jogos (mais de 200 em sua
jogoteca).
Relembre de alguns jogos que marcaram presença no
console:
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Night
Trap era uma porcaria. Mesmo assim,
recebeu
muita
atenção da mídia por ser o primeiro
jogo de
consoles com
atores reais, e por conter cenas
pesadas
de sexo e violência. |
Final
Fight para o Sega CD era praticamente
idêntico
à versão disponível para o Super
Nintendo, e ainda
tinha menos cores. O rápido processador
do
console pelo menos eliminava os "slowdowns". |
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| After
Burner III, feito sob encomenda para o
Sega CD. |
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| Anet
Futatabi, lançado para o Mega CD, era um
jogo de luta bem ao estilo japonês. |
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| Batman
Returns, que misturava aventura, ação e
corrida em doses homeopáticas. |
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| Este
é BC Racers, um jogo de corrida (Kart)
produzido pela Core, ambientado na
pré-história. |
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| Heroic
Legend Arslan, um RPG estratégico, tipo
de jogo muito comum no Japão. |
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| Night
Striker, um jogo de tiro da Taito que era
uma mistura de Galaxy Force e Space
Harrier. |
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| Shining
Force CD vinha com 2 capítulos da famosa
série de RPGs da Sega, com som de
primeira. |
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Silpheed
foi muito marketeado pela Sega pelos seus
gráficos espetaculares para a época, mas
no fim,
não passava de um jogo de tiro médio,
com bonitos cenários. |
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Todas
estas 5 fotos são do RPG
Lunar: Silver Star Story, lançado pela
Working Designs para o Sega CD.
No final das contas, ele e sua
continuação (Eternal Blue) eram os
únicos motivos para comprar o
fracassado periférico. |
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32X
- Este foi o grande "fora"da Sega e seu
maior erro na história dos videogames. O 32X
era um precursor do que viria a ser o Saturn,
mas veio na forma de um periférico externo que se
encaixava no Mega Drive/Genesis e prometia gráficos poligonais de extrema
qualidade (até 50 mil polígonos). Além de
mostrar 32.000 cores
simultâneas na tela, ele tinha 2 processadores
próprios SH2, da Hitachi, e 1 co-processador, e vinha com mais
512 KB de memória RAM. O 32X poderia era
encaixado em cima do console, e poderia ser
utilizado em conjunto até mesmo com o Mega
CD/Sega CD.

Na foto
acima podemos ver o 32X acoplado a um Sega
Genesis.
Em
termos de suporte, o 32X foi um fiasco (90
jogos foram produzidos, a maioria conversões de
títulos existentes, com a fórmula já
desgastada). Apesar de seu relativo poder
gráfico, a concorrência já preparava algo bem
melhor (o Playstation) no ano de seu
lançamento, e devido à pouca base instalada, a
própria Sega já desenvolvia um sucessor (o Saturn). Lançado
em 1994, o 32X foi um retumbante fracasso e
durou pouco mais de 1 ano no mercado. O mundo
aprendeu com este episódio que upgrades de
consoles só serviam para dividir a base instalada
e gerar prejuízo para o fabricante.
Os
jogos que foram lançados se tornariam raridades
instantâneas, dispostas a preencher a estante de
qualquer colecionador:
Entre os diversos
outros periféricos lançados para o console da
Sega, não podemos nos esquecer do controle de 6
botões (utilizado para jogar Street Fighter II),
o Activator (aquela espécie de tapete onde o
usuário pisava e controlava o movimento na tela),
um modem (lançado apenas no Japão e Brasil), pistola,
mouse e o inútil conversor para rodar jogos de Master
System.
 
O Mega Drive
nunca alcançou o status de console mais vendido
do Japão, embora o Genesis tenha
sido líder indiscutível de mercado até 1993, graças
às mancadas da Nintendo como a excessiva censura
em seus jogos, o processador lento do SNES
(que era uma mina de ouro para os marketeiros da
Sega) e a entrada tardia dele em solo americano
(no final de 1991).
Com o lançamento de
Donkey Kong Country em 1994 e a salada de periféricos da
Sega, entretanto, o jogo mudou, e os consumidores
americanos perderam a fé no Genesis,
que afundou vagarosamente até ser descontinuado
em 1997 frente a concorrência de Playstations,
Saturns e N64s.
Mesmo assim, o Mega
Drive/Genesis pode ser
considerado o melhor console fabricado até hoje pela
Sega (pelos excelentes jogos), e para muitos
outros jogadores e fãs, ele foi simplesmente o melhor console da
história.
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* Mais curiosidades
sobre o Mega Drive. Abaixo vemos um sistema para
Karaokê, modo de entretenimento amado pelos
japoneses.

** E o
Wonder Mega, o clone do Mega Drive + Mega CD
produzido sob licença da JVC.

*** As
fotos dos jogos do Sega CD são de propriedade do
site Shin Force.
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