As primeiras análises de Final Fantasy Resonance foram publicadas em sites internacionais dois dias antes do lançamento. O primeiro Final Fantasy em HD-2D é uma nova versão de Final Fantasy Brave Exvius, jogo para celular já encerrado, sem o sistema gacha e com a progressão refeita para um RPG tradicional para um jogador. As avaliações vão do morno ao positivo: a maioria elogia o combate por turnos, o sistema de Visions e o visual, mas critica a história e os personagens.
Entre os mais entusiasmados está o Push Square, que deu nota 8 de 10. Para o crítico do site, Resonance “mostra como poderia ser um capítulo moderno, se ele seguisse as sensibilidades da velha escola”, e o resultado é “um JRPG surpreendentemente ótimo”. “A Square Enix encontrou algo surpreendentemente especial com Final Fantasy Resonance. Embora a história e os personagens tenham dificuldade em fugir do previsível às vezes, a jogabilidade por turnos e à moda antiga é fantástica”, conclui. O site destaca o combate, o sistema de Visions e o ritmo da aventura de cerca de 50 horas, e critica a trama previsível, os personagens clichês e a interface sem graça.
O GamesRadar+ deu 4 de 5 estrelas e definiu o jogo como “um JRPG leve e nostálgico que dá um novo fôlego ao estilo HD-2D”. Segundo o autor da avaliação, que jogou cerca de 40 horas no Switch 2, “pode não reinventar a série, mas, ao dar ao estilo HD-2D uma atualização muito necessária, essa renovação retrô-moderna parece uma aventura principal por si só”. Ele elogia as batalhas, que misturam convenções clássicas e modernas da série, e a quantidade de missões secundárias, mas aponta a estrutura segura demais e as cenas em CG das Visions, aproveitadas de Brave Exvius, que destoam do visual HD-2D.
O Eurogamer deu 3 de 5 estrelas e o avaliador chamou Resonance de “o jogo em HD-2D mais bonito” que já jogou e elogiou muito o combate, especialmente as lutas contra chefes no fim de cada um dos oito capítulos, mas considerou a história a parte mais fraca do jogo. “Se você procura Final Fantasy pela narrativa emocionante, por personagens memoráveis e por um mundo completo para se perder, acho que vai sair decepcionado. Se você procura quebra-cabeças de combate de RPG viciantes e desafiadores, eu não poderia recomendar mais”, escreveu.
O VGC também deu nota 3 de 5. Para o crítico, o jogo consegue evocar o clima dos Final Fantasy clássicos, mas “o design de suas origens no celular limita as ambições deste jogo”. Ele critica o elenco, a história cheia de clichês e as missões secundárias repetitivas, e diz que, com as versões em HD-2D de clássicos da Square Enix e os Pixel Remasters dos seis primeiros Final Fantasy no mercado, Resonance “simplesmente não é uma experiência essencial”. “Final Fantasy Resonance não precisa fazer nada de novo para ser um bom jogo, mas algo novo poderia tê-lo tornado ótimo”, conclui.
O Kotaku não deu nota e publicou suas impressões depois de cerca de 12 horas de jogo, classificando o RPG como uma “comfort food” nostálgica, feita “principalmente para quem cresceu na era 8 e 16 bits da série”, mas que tem “uma das histórias e elencos menos envolventes” que ele já viu em um Final Fantasy. O texto elogia as Visions e, sobretudo, a arte: “Mas, meu Deus, como é bonito”.
Antes das análises ocidentais, a revista japonesa Famitsu deu 36 de 40 pontos ao jogo. Desenvolvido pela Square Enix em parceria com o estúdio Lancarse, com Tomoya Asano, responsável por Octopath Traveler, como produtor executivo, Final Fantasy Resonance chega nesta quinta-feira, 22 de outubro, para PS5, Xbox Series X|S, Switch 2, Switch e PC.