A indústria de games registrou 10.977 demissões confirmadas em 2026 até 20 de outubro, segundo o rastreador de demissões da ASGC, mantido por Amir Satvat. O número já supera o total de 2025 inteiro, que fechou com 9.197 cortes, cerca de 19% a mais.
A projeção do rastreador para o ano é de 13.077 demissões, o que significa que ainda são esperados cerca de 2.100 cortes até dezembro. A estimativa caiu 735 postos (-5,3%) em relação à atualização de 28 de setembro, que apontava 13.812, e o próprio levantamento diz que o ritmo vem se moderando. Ainda assim, a projeção é 63% maior que a primeira previsão do ano, feita em 6 de janeiro, de 8.025 demissões.
Se a projeção se confirmar, 2026 será o segundo pior ano da série, atrás apenas de 2024, que teve 15.631 demissões. Em 2023 foram 10.500 e, em 2022, 8.500. Somando de 2022 a 2026, com a projeção deste ano, o total chega a 56.905 postos cortados.
Os dados de 2026 contabilizam 148 eventos de demissão, média de 0,7 por dia útil, que afetaram 11.046 pessoas. A América do Norte concentra 64% dos eventos e cerca de 76% dos trabalhadores afetados. Os Estados Unidos respondem por cerca de 48% dos eventos e o Canadá por cerca de 15%, enquanto a Europa tem cerca de 32%. Juntas, as duas regiões somam 96% dos casos.
Os cortes também estão concentrados em poucas empresas: os cinco maiores eventos do ano representam cerca de 49% das demissões, e os dois maiores, cerca de 38%.
O rastreador faz uma ressalva sobre a Microsoft: não está claro quando acontecerão os 1.600 cortes restantes da empresa, que podem ficar para 2027. Por ora, todos foram considerados dentro de 2026.
Nas últimas semanas, a lista incluiu o fechamento da BioWare pela EA, o plano da Microsoft de fechar a Arkane Lyon, as demissões na Sucker Punch e o pedido de proteção judicial da Don’t Nod.