As primeiras análises de Phantom Blade Zero foram publicadas na noite de domingo, três dias antes do lançamento, e a recepção é bastante positiva. O RPG de ação wuxia da chinesa S-Game está com a média 88 no Metacritic e 91 no OpenCritic, onde 100% dos críticos recomendam o jogo, com base em 33 análises em cada agregador no momento desta publicação. A maioria elogia o combate, as armas, os chefes e o visual, e aponta a narrativa confusa como o principal defeito. Há também ressalvas sobre problemas técnicos e o equilíbrio das lutas contra chefes.
Uma das notas mais altas é a do Wccftech, que deu 10 de 10 e chamou o jogo de “um dos melhores RPGs de ação da geração e um verdadeiro candidato a jogo do ano”. “Ele me deu exatamente a mesma sensação que tive com Elden Ring e Street Fighter 6”, escreveu o crítico, que jogou mais de 30 horas no PC e considera o jogo um pouco acima de Nioh 3 e Onimusha: Way of the Sword, lançados neste ano. As críticas ficam para a terminologia excessiva no início da história e a dublagem em inglês.
O GamesRadar+ deu 4,5 de 5 estrelas e definiu o jogo como “um candidato a jogo do ano, com um combate que é tão bonito quanto é bom de jogar”. “Phantom Blade Zero não é um soulslike. Essa precisa ser a primeira coisa que eu digo”, escreve o autor, que chegou ao chefe final em 30 a 35 horas. Ele elogia o design das armas e o mundo “bem amarrado”, mas critica a narrativa irregular, sobretudo as Memory Flowers, colecionáveis que deixam o personagem parado por minutos ouvindo diálogos, e encontrou alguns bugs antes do lançamento.
O Push Square deu nota 9 de 10 e disse que o jogo “se tornou um dos melhores jogos de ação do PS5”. “É bonito de ver, é bom de jogar, é ótimo de jogar”, resume o crítico, que testou o jogo em um PS5 Pro. Segundo ele, Phantom Blade Zero tem “um dos sistemas de combate mais recompensadores” que ele já viu, mas a narrativa é “péssima e desleixada”, com sequências de flashbacks que saltam entre várias épocas sem apresentar os personagens. A campanha principal leva de 25 a 30 horas, e cerca de 45 horas para quem quiser fazer todo o conteúdo opcional.
A IGN também deu 9 de 10. “Phantom Blade Zero é um dos melhores jogos de ação que joguei em muito tempo, com um combate excepcional que nunca chegou nem perto de cansar em 50 horas de jogo”, diz a análise, que elogia os chefes “criativos” e a decisão de não obrigar o jogador a repetir as fases já vencidas de uma luta. O crítico, porém, reclama da geometria do cenário, em que o personagem fica preso com frequência, e de paredes invisíveis: segundo ele, cerca de metade das quase 200 mortes na campanha veio de quedas ou de ficar preso no cenário. Ele também cita quedas de taxa de quadros em um dos mapas.
A GameSpot deu 8 de 10, com o título “O combate de Phantom Blade Zero é tão bom que você não vai se importar com a história sem sentido”. A análise elogia a forma como o jogo traduz a ação de filmes como Herói e O Tigre e o Dragão, com ataque e defesa simultâneos, mas aponta como maior defeito a facilidade contra inimigos comuns: “mesmo na dificuldade mais alta, é fácil demais simplesmente apertar botões até vencer a maioria dos tipos de inimigo”.
O francês Gamekult chamou o jogo de “a vacina 100% wuxia contra a epidemia de soulslikes” no título da análise, mas deu uma nota mais contida, 7 de 10. O crítico elogia a direção de arte, a trilha sonora e os chefes, e diz que se trata de “um grande jogo de ação que é muito mais do que a soma de suas partes” e que pode se tornar “um verdadeiro jogo cult… depois de mais algumas atualizações”. No PC, ele teve muitos travamentos, que um patch de emergência parece ter corrigido em parte, e não conseguiu chegar ao final verdadeiro por causa de uma missão secundária que não se completa. O problema foi relatado à S-Game, e a correção anunciada não funcionou na cópia do site.
A nota mais baixa entre os grandes veículos é a do Eurogamer, 3 de 5 estrelas. A crítica diz que o combate é “maravilhosamente fluido e cinematográfico” contra inimigos comuns, mas que os chefes são resistentes demais: as armas “de repente viram palitos de dente” nessas lutas. Ela também cita bugs, quedas de desempenho e a narrativa pouco marcante, e conta que, dois dias antes do fim do embargo, a S-Game lançou uma atualização de 67 GB para ajustar desempenho, bugs e o equilíbrio dos chefes, mas que não houve tempo de rejogar tudo.
Phantom Blade Zero, que segundo estimativas já vendeu cerca de 500 mil cópias no Steam em pré-vendas, chega em formato digital para PS5 e PC, pela Steam e pela Epic Games Store, na quarta-feira, 28 de outubro, às 23h no horário de Brasília (29 de outubro na Europa e na Ásia). A versão física para PS5 foi anunciada para 2027.