A Konami enfim mostrou o primeiro trailer com a jogabilidade de Silent Hill: Townfall, quase quatro anos após anunciar o jogo como um de seus projetos para reviver a franquia de terror.
Silent Hill: Townfall é mais um projeto terceirizado da empresa japonesa, e neste caso a parceria envolve até a editora Annapurna, que será co-responsável pela publicação, com desenvolvimento a cargo do estúdio escocês Screen Burn, autor dos jogos Stories Untold e Observation, ambos publicados pela Devolver Digital.
O trailer de estreia de Silent Hill: Townfall revela que o protagonista é um homem chamado Simon Ordell, que desperta em uma cidade enevoada — que não é Silent Hill, mas uma ilha chamada St. Amelia — apenas com a roupa do corpo, uma bolsa de soro e uma pulseira médica com seu nome. Ele segue para a cidade sem pistas, apenas com as vozes captadas por um CRTV, um tipo de TV portátil que o roteirista e diretor Jon McKellan descreve como uma releitura do icônico rádio presente em muitos jogos de Silent Hill.
“Com base em nossa experiência anterior em design de interfaces de usuário interativas ‘retrô’ e estética no estilo VHS, queríamos pegar o rádio portátil – uma ferramenta icônica da série Silent Hill – e evoluí-lo à nossa maneira”, disse McKellan no blog oficial do PlayStation.
A demonstração confirma que Silent Hill: Townfall será jogado em primeira pessoa, marcando uma mudança significativa em relação a vários títulos clássicos da franquia. A perspectiva aproxima o jogador da experiência sensorial proposta pela Screen Burn, com exploração lenta, foco em ambientação e forte ênfase narrativa. O trailer mostra Simon caminhando por corredores úmidos, prédios abandonados e áreas costeiras envoltas por névoa densa, enquanto a CRTV exibe imagens distorcidas, mensagens enigmáticas e interferências que parecem reagir ao ambiente.
Segundo a equipe, o dispositivo não funciona apenas como elemento estético, mas como peça central da jogabilidade. A CRTV servirá para resolver enigmas, revelar segredos ocultos e até alterar a percepção da realidade ao redor do protagonista. Em determinados momentos do trailer, a tela exibe gravações que não parecem pertencer ao presente, sugerindo que o aparelho pode funcionar como uma ponte entre tempos ou dimensões — uma abordagem alinhada ao histórico psicológico e metafórico da série Silent Hill.
O estúdio também destacou que Townfall terá forte foco em escolhas narrativas e múltiplas camadas de interpretação. Assim como em Stories Untold e Observation, a Screen Burn aposta em storytelling fragmentado e uma atmosfera que mistura tecnologia analógica com horror psicológico. A ilha de St. Amelia foi descrita como um personagem por si só, com história própria e eventos misteriosos que se conectam gradualmente à jornada de Simon.
Visualmente, o jogo adota uma estética granulada e levemente lo-fi, evocando fitas VHS e transmissões antigas, reforçando o clima de isolamento e paranoia. O design sonoro, por sua vez, aposta em ruídos ambientes, estática e sussurros distantes, mantendo a tradição da franquia de usar áudio como ferramenta de tensão constante.
Silent Hill: Townfall será lançado ainda em 2026 para PC, PS5 e Xbox Series X|S.