A produtora Teyon abriu a apresentação Xbox Partner Preview desta quinta-feira com o anúncio de Hunter: The Reckoning – Deathwish, jogo que marca o retorno da franquia de ação e horror. O está previsto para chegar na metade de 2027 no PC, PS5 e Xbox Series X|S.
Hunter: The Reckoning – Deathwish parece manter a fórmula do jogo original, focado no combate cooperativo contra criaturas sobrenaturais. O trailer exibido mostrou cenas de ação frenética, com caçadores enfrentando hordas de inimigos em ambientes sombrios e cheios de tensão, sugerindo uma evolução gráfica e narrativa em relação aos títulos anteriores da franquia.
O que tornou o anúncio ainda mais intrigante foi um vazamento peculiar que antecedeu o evento oficial. No começo do mês, alguns usuários do Steam viram o jogo RoboCop: Rogue City, também da Teyon, aparecer em suas coleções como Hunter: The Reckoning – Deathwish, um título que até aquele momento ninguém havia ouvido falar. A situação adicionou um ar de mistério à estreia, com fãs debatendo se isso foi intencional ou um erro genuíno.
O novo Hunter: The Reckoning colocará o jogador em uma versão realista de Nova York, onde a maior reviravolta não é apenas enfrentar monstros, mas descobrir que eles sempre estiveram ali, escondidos sob a superfície do cotidiano. Inspirado por obras como Supernatural, o jogo explora a fantasia de alguém comum que descobre uma verdade perturbadora e precisa decidir: se tornar caçador ou presa. Essa dualidade permeia toda a experiência, com decisões que podem moldar não apenas a narrativa principal, mas também o destino dos personagens ao redor.
Diferente de adaptações anteriores da marca, Deathwish se baseia na quinta edição do RPG de mesa Hunter: The Reckoning, trazendo um foco maior em personagens humanos vulneráveis que dependem de trabalho em equipe para sobreviver. O jogador integra uma dessas “células” de caçadores, e o sistema de progressão reflete isso com atributos, habilidades e mecânicas inspiradas diretamente no material original, ainda que adaptadas para o formato digital.
Na prática, isso se traduz em um RPG com forte ênfase em liberdade de abordagem. As missões permitem diferentes caminhos — seja pela força bruta, furtividade ou interação social — e evitam punições rígidas por falhas, transformando erros em novas oportunidades narrativas. Influências como Deus Ex, Vampire: The Masquerade – Bloodlines e Baldur’s Gate 3 ajudam a moldar essa estrutura, onde cada escolha pode abrir ou fechar caminhos de forma orgânica.
Outro destaque é a personalização. O jogador cria seu personagem do zero, definindo aparência, habilidades e até traços de personalidade que influenciam diretamente as interações. Isso inclui desde construir relacionamentos — até mesmo romances — com companheiros, até decidir se será alguém altruísta ou completamente egoísta, com consequências que podem levar a finais bastante distintos.