Segredo muito mal guardado pela Ubisoft, Assassin’s Creed: Black Flag Resynced foi enfim apresentado oficialmente, após incontáveis vazamentos.
O jogo será muito mais do que uma remasterização de um dos episódios mais populares da série Assassin’s Creed, estando mais para um remake.
O projeto é liderado pela Ubisoft Singapore — o mesmo estúdio por trás de Skull & Bones, jogo que se inspirou no próprio Black Flag para suas batalhas navais — e conta com o retorno de muitos dos desenvolvedores do jogo original. O jogo está sendo construído na versão mais recente do motor Anvil Ubisoft, o mesmo utilizado em Assassin’s Creed Shadows.
Além de modelos e texturas completamente reconstruídos, o jogo terá cidades mais vivas, com novos cenários para admirar, e um oceano bem mais realista que o original.
Por baixo dos panos, Recynced traz iluminação com ray tracing global (RTGI), reflexos ray traced, renderização modernizada de água e gráficos construídos do zero para suportar pipelines de Micropolígonos e Physically Based Rendering (PBR). No PS5 Pro, está confirmado uso de ray tracing avançado e PSSR aprimorado.
O sistema de parkour incorpora muitas das melhorias que a série acumulou desde 2013, expandindo o moveset de Edward com elementos como chutes para trás e saltos laterais, reforçando aquela sensação de fluidez e momentum pela qual a série sempre foi conhecida.
O combate terrestre também passou por uma revisão bem-vinda. O sistema de contra-ataque do original dava janelas generosas demais para bloquear ataques, e uma vez em combo, o jogador podia encadear mortes indefinidamente. Em Resynced, isso foi ajustado: agora existe um sistema de “parry perfeito”, que exige timing mais preciso, e os combos ficam limitados a quatro eliminações.
As famosas missões de perseguição — um dos pesadelos da série — foram reformuladas. Se o jogador for detectado durante uma perseguição, a missão se adapta: o alvo pode fugir em direção ao destino ou partir para o combate, mantendo a ação em andamento. Além disso, melhorias no sistema de furtividade — como a capacidade de agachar em qualquer lugar — facilitam evitar ser descoberto desde o início, inclusive nas frustrantes missões de espionagem naval.
É possível agora recrutar três oficiais únicos para a tripulação, que podem ser equipados no navio para habilidades especiais em combate — como um avanço de aríete para colidir com embarcações inimigas ou uma salva dupla nos tiros laterais. Cada um desses personagens possui suas próprias histórias e missões associadas.
Personagens existentes como Barba Negra e Kidd também ganham novas cenas narrativas. Além disso, o jogador pode levar um gato ou um macaco consigo no navio — e, é claro, novos shanties foram adicionados para animar a tripulação nas travessias.
Matt Ryan, dublador original de Edward Kenway, retornará junto com o elenco original para gravar as cenas adicionais. O jogo também recebe contribuições musicais do músico francês Woodkid, fã declarado da franquia.
Apesar dessas várias adições, o remake ficará sem modo multiplayer do original, o que era esperado, já que a Ubisoft encerrou os servidores há alguns anos. Mais surpreendente é a ausência de todos os DLCs do jogo original. A equipe afirma que a decisão foi focada exclusivamente na história de Edward, mas a falta do DLC Freedom Cry pode desapontar muitos jogadores.
Quanto à controversa trama do mundo moderno, a equipe confirmou que ainda haverá cenas contemporâneas, mas o foco será explorar a história de Edward por um ângulo diferente, em vez de avançar a narrativa abrangente da série.
No PC, o jogo suporta as mais recentes tecnologias de upscaling e geração de frames. Dispositivos de baixo desempenho podem se beneficiar de opções de ray tracing via software, sem necessidade de GPU com aceleração por hardware. Há também presets gráficos dedicados para dispositivos portáteis.
Assassin’s Creed: Black Flag Resynced chega em 9 de julho de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC.