A emulação do PlayStation 5 segue progredindo a passos largos e atingiu mais um marco importante. O KyTyPlus, uma versão modificada do emulador KyTyPS5, conseguiu renderizar Silent Hill 2 Remake em uma GPU integrada AMD Radeon 840M, utilizando emulação de alto nível (HLE) e sem depender do firmware do PS5.
O resultado é significativo porque Silent Hill 2 utiliza a Unreal Engine 5 e ainda representa um desafio considerável para a emulação do console da Sony. Segundo a documentação do projeto, o teste foi realizado em um Ryzen AI 5 340 com Radeon 840M, utilizando apenas 512 MB de memória gráfica dedicada e memória compartilhada do sistema.
Isso, porém, ainda está muito longe de significar que Silent Hill 2 seja jogável no PC através do emulador. O teste conseguiu chegar à tela inicial de aviso de conteúdo do jogo, que foi renderizada sem falhas gráficas aparentes. A execução ficou em aproximadamente 4 quadros por segundo, mas permaneceu estável durante vários minutos, sem travamentos ou perda do dispositivo gráfico.
O uso de HLE é outro aspecto importante do avanço. Diferentemente de uma abordagem que reproduz o comportamento do sistema operacional e do hardware do PS5 em níveis mais baixos, a emulação de alto nível procura reproduzir diretamente determinadas funções necessárias para a execução dos jogos. No caso demonstrado pelo KyTyPlus, isso permite rodar o título sem o firmware do console.
O projeto também conseguiu utilizar FSR para fazer o upscale da imagem. Embora o jogo esteja gerando buffers nativos de até 3840 × 2160 no teste, a imagem é posteriormente reduzida e apresentada na janela de execução.
O avanço acontece poucas semanas depois de outros saltos importantes na emulação do PS5. O KyTyPS5 chegou a executar Demon’s Souls Remake em taxas próximas de 30 fps em determinadas situações, enquanto outros jogos, como Astro Bot e Grand Theft Auto V, também já apresentaram progresso considerável.
Ainda assim, o próprio projeto KyTyPlus faz uma distinção importante entre conseguir iniciar ou renderizar um jogo e torná-lo efetivamente jogável. No caso de Silent Hill 2, o resultado atual deve ser entendido como uma demonstração técnica de compatibilidade, e não como uma versão funcional para jogar do início ao fim.