O S-Game, estúdio chinês responsável pelo desenvolvimento de Phantom Blade Zero, anunciou que não dará suporte à tecnologia DLSS 5 da Nvidia, alegando que não pretende adotar ferramentas de inteligência artificial que interfiram na visão criativa de seus artistas.
A decisão do estúdio contraria a opinião positiva sobre a tecnologia manifestada pela maioria dos desenvolvedores, mas se alinha com a parcela mais vocal do público que tem se posicionado contra o uso de IA, especialmente quando este envolve arte.
O pronunciamento veio à tona após especulações sobre o uso de tecnologias avançadas em Phantom Blade Zero, que é um RPG de ação ambientado em um mundo de fantasia sombria inspirado na cultura chinesa. Em uma declaração oficial, o estúdio enfatizou que “nenhuma tecnologia de IA visual que altere a intenção de nossos artistas” será incorporada ao projeto. Essa postura reflete uma rejeição mais ampla à IA generativa, com a promessa de que “cada peça de conteúdo no nosso jogo foi criada pelas mãos de artistas reais”.
Revelado durante o PlayStation Showcase de 2023, Phantom Blade Zero tem gerado expectativa por sua jogabilidade fluida e visuais de ponta, com influências de jogos como Sekiro e Devil May Cry. A remoção do DLSS 5, uma ferramenta que utiliza IA para aprimorar a resolução e o desempenho gráfico, pode impactar a otimização do jogo em PCs, mas a S-Game argumenta que a integridade artística supera tais benefícios. Representantes do estúdio destacaram que o foco permanece em entregar uma experiência autêntica, sem atalhos tecnológicos que possam diluir o esforço humano.
A abordagem do S-Game contrasta com tendências recentes na indústria, onde estúdios como a Ubisoft e a Electronic Arts exploram IA para agilizar processos de criação.
Phantom Blade Zero ainda não tem data de lançamento confirmada, mas deve chegar ao PlayStation 5 e PC ainda em 2026.