O jornalista Jason Schreier confirmou nesta sexta-feira (30) que Gears of War: E-Day custou US$ 500 milhões ao Xbox, um valor astronômico e que, ao que tudo indica, ficará longe de ser recuperado pela Microsoft. A afirmação foi feita em vídeo publicado em seu canal no YouTube, dias depois de Tom Warren ter mencionado o valor em sua newsletter.
“Acabamos de ver que Gears of War: E-Day custou US$ 500 milhões ao Xbox, e esse é um número real”, disse Schreier. “É isso que os jogos custam para ser feitos, especialmente na América do Norte hoje em dia.”
O comentário surgiu no vídeo em que Schreier fala sobre o fechamento da BioWare pela EA. Para o jornalista, o estúdio foi fechado pelo mesmo motivo que levou empresas de games a demitir dezenas de milhares de pessoas nos últimos anos: o crescimento exponencial dos orçamentos. Segundo ele, esses custos estão levando as empresas a fazer demissões e cortes, a transferir o desenvolvimento para fora da América do Norte e a se concentrar apenas nas maiores franquias, com o menor risco possível.
Na quinta-feira (29), Warren havia abordado o custo de E-Day em sua newsletter Notepad. Segundo ele, o jogo tem a maior nota no Metacritic da série desde a era do Xbox 360, mas enfrenta questões difíceis sobre quanto custa criar um jogo AAA hoje e sobre o que significa sucesso. Warren lembrou que o lançamento é visto como um teste controverso para uma possível volta do Xbox à exclusividade.
O jornalista também informou que, segundo uma fonte, o jogo já vendeu mais de 400 mil cópias somando Xbox e Steam. “A grande questão é se a Microsoft ficou satisfeita com os números de E-Day no Game Pass, e se essa receita compensa as vendas adicionais no Xbox e as possíveis vendas no PS5 caso uma versão tivesse sido lançada”, escreveu.
Enquanto isso, o Xbox afirma que as vendas de consoles estão limitadas pela oferta. Em setembro, mês anterior ao lançamento de E-Day, o console teve o pior setembro da história nos EUA. Antes do lançamento, funcionários da The Coalition temiam demissões e perda de bônus.