A Sony pode estar recuando em sua estratégia de lançar jogos do PlayStation no PC, após experimentos com suas principais franquias, como Horizon, The Last of Us, Marvel’s Spider-Man e God of War.
A percepção de que o suporte ao PC deixou de ser prioridade para a Sony tem sido debatida desde o ano passado, à medida em que os anúncios minguaram e a estratégia multiplataforma do rival Xbox mostrou um enfraquecimento acelerado do hardware próprio. O jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, compartilha este sentimento e sugeriu em um podcast que as experiências tradicionais para um jogador podem permanecer exclusivas do PlayStation nos próximos anos.
Participando do podcast Triple Click, o jornalista, que é bem conectado ao mercado americano e seus estúdios, compartilhou sua impressão sobre o recuo da Sony no modelo multiplataforma.
“Acho que a estratégia deles é a seguinte: jogos de serviço ao vivo estão chegando ao PC. Mas a impressão que tenho é que eles estão recuando na ideia de lançar seus exclusivos de console, como os jogos tradicionais para um jogador, no PC”, disse Schreier.
Quando o apresentador Kirk Hamilton perguntou se a Sony realmente poderia “fechar essa porta” para futuros títulos, Schreier apontou para Marvel’s Wolverine, jogo que teve seu lançamento marcado para 15 de setembro de 2026, exclusivamente para PlayStation 5, sem versão para PC anunciada.
“Não me surpreenderia se ele nunca chegasse ao PC”, comentou o jornalista. “Mas mesmo que chegue, você já tem uma boa ideia do que se trata e de que precisa de um PlayStation para jogá-lo, pelo menos por um futuro indefinido”.
O último lançamento de um jogo “first-party” do PlayStation no PC foi em maio de 2024, com Ghost of Tsushima Director’s Cut, o que significa que a Sony pausou seu plano de suporte ao PC há quase dois anos. Não são considerados, neste contexto, Helldivers 2 e Marathon, dois jogos multiplayer de serviço, e Death Stranding 2: On the Beach, que é um título da Kojima Productions restrito ao PlayStation 5 apenas por contrato temporário de exclusividade.
Um recuo da Sony no plano multiplataforma teria impacto limitado no negócio do PlayStation, na visão de Schreier. “Não acho que tenha sido um sucesso tão grande assim. Então, não sei. Não parece que será um golpe tão duro. É bem possível que eles simplesmente guardem o gênio na lâmpada”, disse ele.