Sam Altman, CEO da OpenAI, tentou apagar o incêndio depois que um comentário seu sobre memória RAM em computadores pessoais irritou a comunidade gamer. Pelo X, o executivo afirmou que a fala foi tirada de contexto e que acha “irritante pra c*” ver isso acontecer.
Em participação no podcast Cheeky Pint, Altman falou sobre a escassez mundial de memória. Segundo ele, é “bastante terrível” que todos tenham uma parte do suprimento limitado de DRAM do mundo parada dentro dos próprios computadores, sendo usada apenas 5% do tempo. Para o executivo, o ideal em um cenário de oferta restrita é maximizar a utilização na nuvem.
O trecho foi tirado de uma conversa sobre a ascensão dos modelos de IA de código aberto e sobre o argumento de que grandes data centers deixariam de ser necessários. Altman defendeu que atender a demanda por meio de data centers seria mais eficiente.
A reação foi imediata, principalmente entre jogadores e montadores de PC. Muitos já enfrentam dificuldade para fazer upgrade por causa da crise de memória, em parte provocada pela demanda das próprias empresas de IA, como a OpenAI.
Na madrugada desta quarta-feira (4), Altman foi ao X se defender. “Eu realmente quero que o mundo tenha toneladas de memória e que as pessoas coloquem quanto quiserem nos seus computadores”, escreveu, acrescentando que defende há muito tempo que a indústria aumente a produção de memória.
O argumento, porém, não elimina o ponto central da fala original: se a prioridade é a nuvem, quem compra RAM para o próprio PC continua disputando um suprimento escasso com os data centers.
A crise de memória atingiu todo o setor de games, com aumento de preço em praticamente todo hardware. A projeção é que o problema só se resolva em 2028, e que piore em 2027, segundo a Micron. O CEO da TeamGroup, fabricante de módulos de memória, é ainda mais cauteloso. Para ele, a oferta e a demanda só devem se equilibrar no fim de 2028, na melhor das hipóteses.