O turbulento desenvolvimento de Assassin’s Creed Hexe sofreu mais uma baixa, com a saída do diretor Benoit Richer, que está deixando a Ubisoft para co-fundar o estúdio independente Servo Games. Esta é a segunda saída de peso da liderança do aguardado novo capítulo da franquia este ano.
Richer havia assumido um papel central em Hexe após construir um currículo sólido com trabalhos em Batman: Arkham Origins e como co-diretor de Assassin’s Creed Valhalla. Sua saída acontece pouco tempo depois da despedida de Clint Hocking, diretor criativo veterano conhecido por projetos como Far Cry 2 e Splinter Cell: Chaos Theory, o que indica instabilidade em torno de um dos projetos mais misteriosos da Ubisoft.
Para tentar estabilizar a produção, a Ubisoft já havia nomeado Jean Guesdon, figura-chave por trás de Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed Origins, como novo líder criativo da experiência. Além de supervisionar Hexe, Guesdon também ocupa uma posição estratégica como chefe de conteúdo da marca Assassin’s Creed, o que sugere um esforço da empresa para manter o projeto nos trilhos apesar das mudanças internas.
Anunciado originalmente como um título mais sombrio e narrativo, Assassin’s Creed Hexe continua envolto em segredo, mas rumores apontam para uma ambientação ligada aos julgamentos de bruxas na Europa do século XVI. A proposta mais obscura e diferenciada sempre chamou atenção justamente por prometer se afastar parcialmente da fórmula recente da série, o que torna essa sequência de baixas criativas ainda mais preocupante para fãs.
Apesar das mudanças, fontes ligadas ao projeto indicam que Hexe continua sendo visto internamente como uma produção ambiciosa e promissora. Ainda assim, a perda consecutiva de dois dos principais nomes responsáveis por sua direção inevitavelmente levanta dúvidas sobre possíveis impactos no cronograma, na visão criativa e até na estrutura final do jogo, especialmente em um momento em que a Ubisoft busca sobreviver a uma das maiores crises de sua história.