As primeiras avaliações de Silent Hill: Townfall mostram que o plano da Konami de recuperar a franquia de terror após mais de uma década de hibernação está indo bem. O jogo desenvolvido pelo estúdio Screen Burn Interactive ficou na faixa dos 80 pontos nos agregadores de avaliações, com elogios principalmente para a atmosfera, a narrativa, os quebra-cabeças e a forma como o estúdio conseguiu adaptar a fórmula da franquia para uma nova ambientação e uma perspectiva em primeira pessoa.
O consenso não é de que o jogo seja impecável: combate, furtividade e alguns problemas de ritmo aparecem repetidamente entre as ressalvas, enquanto a atmosfera de terror é citada como o ponto forte. No momento, Silent Hill: Townfall registra 81 no Metacritic e média 82 no OpenCritic, com 92% dos críticos recomendando o jogo.
A atmosfera é provavelmente o aspecto mais elogiado. A mudança para a fictícia St. Amelia, uma pequena cidade em uma ilha escocesa, permite à equipe criar uma identidade visual própria sem abandonar elementos tradicionais de Silent Hill. O cenário, a neblina, a iluminação e o desenho dos ambientes aparecem com frequência entre os destaques das análises. O site TheSixthAxis, que deu nota 9/10, destacou que o jogo captura muito bem a ambientação escocesa e descreveu a atmosfera como algo pra ser admirado, enquanto também classificou Townfall como possivelmente o Silent Hill mais assustador que o veículo já jogou.
A mudança para a perspectiva em primeira pessoa também parece ter funcionado melhor do que alguns fãs poderiam imaginar. O PC Gamer deu 89/100 e resumiu a proposta como “a mistura perfeita de antigo e novo”, destacando a combinação entre o horror psicológico clássico da série e novas mecânicas envolvendo a CRTV, uma televisão portátil utilizada tanto na resolução de enigmas quanto na furtividade.
O Eurogamer seguiu uma linha semelhante ao definir Townfall como uma experiência “geralmente fenomenal”, destacando a reverência às raízes da série, a quantidade de ideias novas e a capacidade de provocar desconforto. A publicação também considerou interessante o contraste entre Resident Evil e Silent Hill no ano, com a franquia da Konami adotando uma abordagem mais experimental enquanto continua preservando sua identidade.
A narrativa é outro dos pontos de consenso. As análises elogiam o mistério central, os personagens e a maneira como a história se desenvolve através de diferentes perspectivas. O TheSixthAxis destaca que o jogador controla não apenas Simon Ordell, mas também passa períodos relevantes na pele de Zoe Ellis e Richard, permitindo compreender melhor as circunstâncias de cada personagem. A publicação também elogia o fato de Townfall explicar alguns elementos da mitologia de Silent Hill de maneira mais clara do que jogos anteriores, sem abandonar a necessidade de interpretação.
O desenho dos quebra-cabeças também recebeu bastante atenção. Alguns críticos os consideram entre os melhores elementos do jogo, com desafios que procuram integrar as informações encontradas no cenário à narrativa.
Nem tudo, porém, agradou. A principal crítica recorrente diz respeito à furtividade e ao combate. Townfall incentiva o jogador a evitar inimigos em diversas situações, enquanto munição e outros recursos são limitados. Para alguns veículos, essas mecânicas aumentam a tensão; para outros, acabam prejudicando o ritmo. O site The Outerhaven, por exemplo, considerou a história, a atmosfera e os quebra-cabeças excelentes, mas afirmou que a forte dependência de furtividade obrigatória trabalha contra esses pontos fortes. O Push Square foi ainda mais crítico com os elementos novos e deu 7/10. Para o veículo, Townfall funciona melhor quando recupera a fórmula tradicional da série, enquanto algumas de suas novas ideias são menos convincentes.
Silent Hill: Townfall será lançado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 24 de setembro, com acesso antecipado para compradores da edição Deluxe começando em 22 de setembro.