A Sony afirmou estar ciente dos protestos do público contra sua decisão de acabar com a mídia física do PlayStation em 2028, mas não pretende voltar atrás.
Questionada sobre o assunto durante a apresentação de resultados financeiros do último semestre, a CFO da Sony, Lin Tao, afirmou que há vários motivos para a decisão de acabar com a mídia física, sendo o principal deles o avanço da digitalização de conteúdos em geral.
“Não se trata apenas do PlayStation; a digitalização está avançando para todos os tipos de conteúdo”, comentou a executiva. “Ao pensarmos no futuro — processo ao qual dedicamos muito tempo e reflexão, analisando tudo com cautela até chegarmos a essa conclusão e decidirmos avançar de forma ponderada. Recebemos diversas opiniões e vimos que as pessoas têm pontos de vista firmes; entendemos as manifestações da comunidade. Os jogos são amados por muitas pessoas. É uma forma de entretenimento querida pelo público e, em muitos casos, está ligada a lembranças afetivas. Compreendemos essas emoções e queremos levá-las em consideração. Além disso, queremos continuar explorando formas de engajar os jogadores no futuro ecossistema digital”.
Apesar do próprio mercado validar a decisão da Sony com a preferência crescente pela mídia digital (82% a 85% das vendas de jogos do PlayStation em 2026 são no formato digital), a notícia do fim da mídia física foi recebida com revolta por parte do público, rendendo protestos e movimentos de boicote à marca. Ainda assim, a Sony não dá sinais de que considera rever a decisão e a empresa inclusive já está desmontando sua principal fábrica de discos.
A decisão controversa coincidiu com uma pane que tirou a PlayStation Network do ar por um longo período na semana passada, impedindo, em alguns casos, que os jogadores acessassem seus jogos em mídia digital. Este tem sido um dos argumentos de quem é contra a decisão. Os entusiastas do formato físico também se preocupam com a preservação dos jogos, uma vez que não há garantias que as lojas digitais durarão para sempre e, mesmo que improvável, a falência de uma marca pode resultar na perda definitiva de coleções de jogos.